PROFESSOR DE COMUNICAÇÃO

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JORNALISTA - RADIALISTA - NARRADOR ESPORTIVO

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Fora de casa, Vôlei Brasil Kirin vence na estreia da Superliga Masculina

Na noite desta quarta-feira (29), o Vôlei Brasil Kirin foi até Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, para enfrentar a Voleisul/Paquetá Esportes e venceu na estreia da Superliga Masculina por 3 sets a 1, com parciais de 25-19/17-25/25-22/25-23.
O próximo compromisso do Vôlei Brasil Kirin será em casa, no Ginásio do Taquaral, contra o Taubaté no sábado (01/11), às 21h30. No mesmo dia, às 17h, a Voleisul/Paquetá Esportes vai a São Paulo jogar contra o Sesi-SP no Ginásio da Vila Leopoldina.
O JOGO
O time de Campinas não se intimidou com o primeiro desafio fora de casa e começou bem o primeiro set, indo para o primeiro tempo técnico com uma vantagem de três pontos: 8-5. A vantagem aumentou quando o Vôlei Brasil Kirin abriu 16-9 no segundo tempo técnico da partida. O oposto Wallace apareceu bem nas jogadas de ataque e ajudou a equipe a fechar o primeiro set em 25-19.
No segundo set, a Voleisul/Paquetá Esportes chegou a abrir 3-0 já no início, mas os campineiros buscaram, com o levantador Sandro cadenciando o saque, diminuir a vantagem. Mas os donos da casa reagiram na partida, vencendo o segundo set por 25-17 e empatando o jogo em 1-1
O técnico Alexandre Stanzioni colocou o ponteiro João Paulo Tavares e o terceiro set foi mais equilibrado, com as equipes chegando ao empate em 8-8. Os pontos foram disputados um a um, até que o Vôlei Brasil Kirin conseguiu abrir dois pontos: 15-13. A partir daí, o equilíbrio se manteve, mas com o meio de rede Luizinho se destacando na partida, o time de Campinas chegou à vitória do terceiro set: 25-22.
Na etapa final, com direito a ace do meio de rede Vini, o Vôlei Brasil Kirin chegou a abrir quatro pontos de vantagem: 18-14. A torcida local fazia a sua parte, vaiando as jogadas dos campineiros, mas a pressão dos torcedores de Novo Hamburgo não foi suficiente para empurrar o time da casa. Com o oposto Wallace novamente virando boas bolas e o ponteiro Tavares - vencedor do troféu Viva/Vôlei da partida - o Vôlei Brasil Kirin fechou o último set por 25-23 e liquidou a partida em 3 sets a 1 (25-19/17-25/25-22/25-23). 
Vôlei Brasil Kirin: Sandro, João Paulo Bravo, Ary, Gustavão, Luizinho, Wallace e Alan (líbero).
Entraram: Michael, Jotinha, João Paulo Tavares e Vini
Técnico: Alexandre Stanzioni
Voleisul/Paquetá Esportes: Rafinha, Satiro, Robinho, Hugo, Japa, Leandrão e Rafa (líbero).
Entraram: Maurício, Renan e Rafael Franco
Técnico: Paulo Roese

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Brasil Kirin estreia hoje na Superliga

Após o vice-campeonato paulista, o Vôlei Brasil Kirin estreará na Superliga Masculina contra o Voleisul/Paquetá Esportes, hoje, às 19h, na Sociedade Ginástica, em Novo Hamburgo (RS). Além da expectativa para o duelo, a volta de André Heller para a cidade que o revelou para o vôlei é um dos destaques da partida.
"É muito emocionante voltar para onde tudo começou. A sensação é de puro agradecimento a essa cidade, minha família, ao clube onde iniciei, aos meus amigos e técnicos. Espero rever muitos deles nessa passagem", disse o coordenador técnico campineiro.
FORÇA MÁXIMA
Com o meio de rede Gustavão recuperado de lesão no tornozelo, o técnico Alexandre Stanzioni inicia a competição nacional com força máxima.
Hoje à tarde, a comissão técnica do Vôlei Brasil Kirin comandará um treino tático com os atletas.
|JORNAL TODO DIA -  ELIAS AREDES JUNIOR

Morte e Vida, Severa!

MAURÍCIO CAPELA
29 Outubro 2014 | 15:18

Portuguesa perdeu para o Oeste por 3 a 0 e caiu pela primeira vez na história à Série C do Campeonato Brasileiro.

Talvez poucos se recordem… Talvez até ninguém se lembre! Mas até o começo dos anos 90, o mascote da Associação Portuguesa de Desportos não era o simpático Leão. Era uma portuguesinha linda! Vestida à caráter, com as tradicionais saias rodadas, o avental bordado em lã e, claro, o lenço à cabeça. Seu nome? Severa! Uma alcunha que era até forte demais para essa portuguesinha, que sempre estava a sorrir…
O sorriso de Severa era sincero. Um sorriso que tinha justificativa para existir. Severa representava os “leões do Canindé” e sua “fabulosa torcida”, como assim definiu um famoso cronista esportivo.
Era uma época daquelas… Era uma época em que Muca, Nena e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci; Renato, Julinho, Nininho, Pinga e Simão faziam os adversários sentirem medo. Era um época em que o time de Severa cedia de uma vez só cinco, seis jogadores à Seleção Brasileira…
Hoje, Severa não sorri mais! Foi aposentada! Deu lugar ao Leão, que é simpático, é verdade, mas não é a Severa…
Na Portuguesa, naquele tempo, diziam que era hora de mudar, de pensar o clube sob um novo prisma. Muito porque a agremiação já havia sentido a primeira pontada da crise no início dos anos 90 e pretendia se reconstruir.
Naquele tempo, a Lusa olhou para as categorias de base e descobriu, talvez por acaso, talvez não, um Zé Maria na lateral-direita, um Zé Roberto no lado esquerdo e um Rodrigo mais à frente. E todos tinham que bater continência ao capitão do time, sim, o Capitão, que era “caveira muito tempo antes de surgir o tal Nascimento”!
Dinheiro naquele tempo também já era artigo raro no Canindé. Não sobrava! Mas sobrava inteligência na hora de enxergar e perceber que o XV de Jaú tinha um zagueiro bom chamado Émerson e que o jovem César da categoria de base poderia suceder Gilmar, que voltava ao São Paulo.
Era um clube que se identificava com os seus. Era um clube que tinha alma. Hoje, a Portuguesa vaga!
Vaga porque a história de 2013 é uma ferida aberta. Todos sabem que ela escalou um jogador irregular, que foi punida corretamente pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que correu atrás de seus direitos na Justiça Comum, que recuou, mas ninguém sabe quem foi o autor da obra. Afinal, quem foi o responsável no caso Héverton?
A alma rubro-verde não se envergonhará de ir a campo na Série C no ano que vem. Mas sente todo dia um enorme embaraço quando toma-lhe a consciência de que em dez meses despencou da Série A para C, com escala na B!
Severa, que sempre descansa em alguma das famosas piscinas do Canindé, que tanta gente atraiu nos anos 70, já não sorri mais. Limita-se a levantar os olhos por cima do livro que lê e a franzir a testa…
No Canindé, ninguém sabe dizer ao certo se Severa franze a testa por conta da Portuguesa ou por conta da leitura que tem entre as mãos: “Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo Neto.
Talvez pelos dois, porque a saga rubro-verde na Série C se assemelhará à narrativa da dura trajetória do migrante nordestino em busca de melhor condição de vida no litoral. Severa, dizem, espera que na Série C a Portuguesa chegue ao litoral… E na praia não mais morra!

REPRODUZIDO DO BLOG DO AUTOR, JORNALISTA MAURICIO CAPELA.