PROFESSOR DE COMUNICAÇÃO

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JORNALISTA - RADIALISTA - NARRADOR ESPORTIVO

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O PONTEPRETANO DEVERIA AMAR A FÓRMULA DE PONTOS CORRIDOS - por ELIAS AREDES


Líder com 67 pontos, melhor campanha do returno com 36 pontos ganhos, ataque com 57 gols marcados e uma performance satisfatória como visitante com 31 pontos conquistados. Os números demonstram de maneira cabal de que o acesso da Ponte Preta foi merecido e deve ser celebrado. Um resultado calcado no planejamento, no talento dos jogadores e na força das arquibancadas, que no último sábado proporcionou ao estádio Nabi Abi Chedid em Bragança Paulista um público de 7695, o melhor do campeonato na localidade. No entanto, a história poderia ser diferente se dependesse de algumas pessoas que infelizmente não entenderam a necessidade de mudança nos parâmetros do futebol brasileiro.
Sim, porque se a fórmula de disputa, ao invés do justo e bem jogado pontos corridos fosse o mata-mata a Ponte Preta, atual líder da Série B com 67 pontos, não estaria em ritmo de comemoração e sim pesquisando o desempenho do oitavo colocado, atualmente o Ceará com 51 pontos e dono de uma campanha em franca decadência. Mesmo assim, no mundo ideal sonhado por muitos, a Macaca, líder absoluta da Série B, seria submetida ao calvário de três ou cinco jogos contra o Ceará para submeter a eficiência construída em 38 rodadas. Poderia conseguir a classificação? Sim! Mas o risco da eliminação seria estrondoso e o gosto de fracasso ficaria estampado caso o Ceará aplicasse uma surpresa indigesta.
O torcedor pontepretano poderia refletir ainda que em 2011 a sua comemoração do acesso, com o terceiro lugar com 63 pontos ficaria ameaçada caso encarasse na roleta do mata-mata o sexto colocado, no caso o Bragantino com 58 pontos. O que dizer então do Brasileirão de 2012, quando a Ponte Preta superou a tudo e a todos e somou 48 pontos e terminou na 14ª posição enquanto que viu o rebaixamento do Palmeiras, sem dó e nem piedade. Ou seja, é possível sobreviver entre os gigantes.
Caiu em 2013? É verdade. Mas foi muito mais pela conjuntura, que lhe obrigou a optar pelo sonho da Sul-Americana e deixar o Brasileirão de lado do que por falta de talento da equipe. Se estivesse concentrado na competição nacional, a salvação era plenamente possível.
Essa pequena trajetória mostra que a Ponte Preta cresce de modo constante sedimentado nos últimos anos. Arrecada boa quantia de dinheiro e monta times competitivos que na maior parte das vezes gera orgulho das arquibancadas. O mata-mata é a chance de médios e pequenos surpreenderem e cravar seu nome na história. Mas os pontos corridos, mesmo com suas distorções de distribuição de recursos ainda é uma estrada para o crescimento. Acredite: após o acesso de sábado, o pontepretano deve
ria amar e idolatrar a fórmula de pontos corridos.

domingo, 2 de novembro de 2014

Ponte Preta quase lá!

A Ponte Preta está muito perto de retornar à primeira divisão nacional. Neste sábado, o time campineiro recebeu o Sampaio Corrêa no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, e conseguiu uma vitória essencial para ser um dos quatro times ascendidos do Campeonato Brasileiro Série B. A Macaca triunfou por 1 a 0, com um gol contra de Mimica.
Com a vitória, a Ponte Preta reassumiu a liderança da Série B, com 64 pontos. Nas contas das equipes, o time que alcançar as 66 unidades está garantido na Série A, logo, para os campineiros resta mais um triunfo. O Sampaio Corrêa é o 10º, com 47.

Na rodada seguinte da Série B, a Ponte Preta joga no próximo sábado, quando o time campineiro visita o Bragantino, no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista, às 16h20 (de Brasília). Já o Sampaio Corrêa recebe o Joinville no estádio Castelão, em São Luís, na terça-feira, às 21h50.
O jogo – Mandante no Moisés Lucarelli, a Ponte Preta se jogou ao ataque logo no primeiro minuto do duelo contra os maranhenses. O time campineiro teve uma excelente oportunidade após um bom cruzamento de Rafael Costa para Jonathan Cafu, que pegou mal na bola, chutando sobre o travessão.
Os campineiros dominaram a primeira parcial e quase abriram o placar aos 27 minutos. Cafu veio pela direita e cruzou na segunda trave, Roni tocou de cabeça por cobertura e quase surpreendeu o goleiro Rodrigo Ramos, que apenas acompanhou a bola tocar a rede pelo lado de fora.
Perto do fim do primeiro tempo, no último regulamente da etapa, a Ponte fez o primeiro gol do embate contra o Sampaio Corrêa. Cafu veio em velocidade e cruzou da direita, a bola passou por Roni, mas encostou no zagueiro rival Mimica, que não desviou a tempo e anotou contra o seu próprio time.
A primeira oportunidade do segundo tempo veio da Ponte Preta. Aos sete minutos, Renato Cajá carregou a bola e chutou forte de fora da área. O remate do meio-campista explodiu no travessão do goleiro Rodrigo Ramos.
Menos ofensivo no duelo, o Sampaio Corrêa havia criado pouco, mas conseguiu criar perigo. Jonas fez boa jogada, limpou a marcação e bateu forte no canto direito inferior de Roberto, que defendeu, dando a sobra para Gilton, que estava em posição irregular e não pôde completar o lance.
Querendo acalmar sua situação na partida, a Ponte Preta buscava o segundo gol no duelo. Com 19 minutos, Cafu passou para Rafael Costa, que livre de marcação, bateu no canto esquerdo de Rodrigo Ramos e quase anotou o segundo gol dos campineiros.
FICHA TÉCNICA
PONTE PRETA 1 X 0 SAMPAIO CORRÊA
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP)
Data: 1º de novembro de 2014, sábado
Horário: 16h20 (de Brasília)
Público: 11.177 pagantes
Renda: R$ 175.778,00
Árbitro: Antônio Neuricláudio Costa (AC)
Assistentes: Rener Santos de Carvalho (AC) e Jander Rodrigues Lopes (AC)
Cartões amarelos: Gilvan (Ponte Preta); Luis Otávio, Gilton, Eloir e Mimica (Sampaio Corrêa)
Gols:
PONTE PRETA: Mimica (contra), aos 45 minutos do 1º tempo
PONTE PRETA: Roberto; Jeferson (Daniel Borges), Tiago Alves, Gilvan e Bryan; Adilson Goiano (Raphael Silva), Juninho, Renato Cajá e Roni (Thomás); Jonathan Cafu e Rafael Costa
Técnico: Guto Ferreira
SAMPAIO CORRÊA: Rodrigo Ramos; Edimar, Mimica, Luis Otávio e Gilton; Jonas (Cascata), Marino (Márcio Diogo), Uillian Correia e Eloir; Cleitinho (Hiltinho) e Willian Paulista
Técnico: Vinícius Saldanha

Guerreiro, Vôlei Brasil Kirin busca o tie-break, mas sofre revés no Taquaral

Na noite deste sábado (01), o Vôlei Brasil Kirin recebeu o Taubaté pela segunda rodada da Superliga Masculina 2014/2015 no Ginásio do Taquaral e começou perdendo de 2-0, foi buscar o empate, mas acabou superada no tie-break e perdeu por 3 sets a 2 (22-25/19-25/25-19/25-17/19-21).
“Mudamos nossa postura a partir do terceiro set, tivemos nossas chances para definir, mas infelizmente não deu”, afirmou o técnico Alexandre Stanzioni.
O próximo compromisso do Vôlei Brasil Kirin será fora de casa em Minas Gerais, no Ginásio da Universidade Federal de Juiz de Fora, contra a UFJF na quarta-feira (05), às 20h. No mesmo dia e horário, o Taubaté recebe o Sesi-SP no Ginásio Abaeté.
O JOGO
O duelo começou antes mesmo do apito do árbitro: a torcida local que lotou as arquibancadas do Ginásio do Taquaral travou uma saudável batalha com os torcedores que vieram do Vale do Paraíba prestigiar o Taubaté, atual campeão paulista. No jogo, o equilíbrio predominou no primeiro set, com os dois times disputando ponto a ponto até chegarem ao empate em 13-13. Com boas viradas de bola do oposto Wallace, o Vôlei Brasil Kirin conseguiu recuperar a vantagem de dois pontos do adversário e, novamente, chegou ao empate em 20-20. O levantador Jotinha entrou para sacar e, de cara, completou um ace. Mesmo assim, o Taubaté conseguiu administrar as jogadas e fechar o primeiro set por 25 a 22.
O segundo set também começou equilibrado. O meio de rede Luizinho aparecia bem nos bloqueios do adversário, que chegou a abrir nove pontos de vantagem. Quando o jogo estava 19-10 para o Taubaté, os campineiros contaram com o apoio da torcida e esboçaram uma reação com três pontos consecutivos, diminuindo a vantagem, mas não impedindo a derrota também no segundo set: 25-19 para os visitantes.
Era tudo ou nada. O Vôlei Brasil Kirin precisava reagir no terceiro set para se manter vivo no jogo, e começou bem: o meio de rede Vini abriu o placar do terceiro set com um ponto de saque, o que empolgou a torcida campineira. Na primeira parada técnica, vantagem para o time da casa: 8-7. A partir daí, os pontos foram sendo disputados um a um, até o empate em 13-13. A equipe se mostrou guerreira, foi à luta e com Wallace se destacando no saque, abriu boa vantagem e fechou o set em 25-19.
No quarto set, o Vôlei Brasil Kirin manteve o bom momento no jogo e chegou a abrir cinco pontos de vantagem: 14-9. Novamente, Vini se destacou nas jogadas de ataque, ao lado também do ponteiro João Paulo Bravo. Administrando o resultado, o time da casa chegou à vitória no set por 25-17 e empatou a partida, forçando a decisão no tie-break.
Na etapa decisiva, o Taubaté começou melhor, chegando a abrir três pontos. O time de Campinas não se abateu e contou com a belíssima atuação do ponta João Paulo Tavares, principalmente na definição de um dos melhores rallys da partida. O tie-break foi disputadíssimo e as equipes lutavam ponto a ponto, mas os visitantes acabaram aproveitando melhor a oportunidade, fechando o set em 21-19 e vencendo a partida por 3 sets a 2.

Vôlei Brasil Kirin: Sandro, Gustavão, Luizinho, João Paulo Bravo, João Paulo Tavares, Wallace e Alan (líbero)
Entraram: Jotinha, Michael, Vini, Ary
Técnico: Alexandre Stanzioni
Taubaté: Pedro, Lorena, Deivid, Lipe, Dante, Maurício e Felipe (líbero)
Entraram: Leozão, Thiago Sens
Técnico: Cezar Douglas

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Fora de casa, Vôlei Brasil Kirin vence na estreia da Superliga Masculina

Na noite desta quarta-feira (29), o Vôlei Brasil Kirin foi até Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, para enfrentar a Voleisul/Paquetá Esportes e venceu na estreia da Superliga Masculina por 3 sets a 1, com parciais de 25-19/17-25/25-22/25-23.
O próximo compromisso do Vôlei Brasil Kirin será em casa, no Ginásio do Taquaral, contra o Taubaté no sábado (01/11), às 21h30. No mesmo dia, às 17h, a Voleisul/Paquetá Esportes vai a São Paulo jogar contra o Sesi-SP no Ginásio da Vila Leopoldina.
O JOGO
O time de Campinas não se intimidou com o primeiro desafio fora de casa e começou bem o primeiro set, indo para o primeiro tempo técnico com uma vantagem de três pontos: 8-5. A vantagem aumentou quando o Vôlei Brasil Kirin abriu 16-9 no segundo tempo técnico da partida. O oposto Wallace apareceu bem nas jogadas de ataque e ajudou a equipe a fechar o primeiro set em 25-19.
No segundo set, a Voleisul/Paquetá Esportes chegou a abrir 3-0 já no início, mas os campineiros buscaram, com o levantador Sandro cadenciando o saque, diminuir a vantagem. Mas os donos da casa reagiram na partida, vencendo o segundo set por 25-17 e empatando o jogo em 1-1
O técnico Alexandre Stanzioni colocou o ponteiro João Paulo Tavares e o terceiro set foi mais equilibrado, com as equipes chegando ao empate em 8-8. Os pontos foram disputados um a um, até que o Vôlei Brasil Kirin conseguiu abrir dois pontos: 15-13. A partir daí, o equilíbrio se manteve, mas com o meio de rede Luizinho se destacando na partida, o time de Campinas chegou à vitória do terceiro set: 25-22.
Na etapa final, com direito a ace do meio de rede Vini, o Vôlei Brasil Kirin chegou a abrir quatro pontos de vantagem: 18-14. A torcida local fazia a sua parte, vaiando as jogadas dos campineiros, mas a pressão dos torcedores de Novo Hamburgo não foi suficiente para empurrar o time da casa. Com o oposto Wallace novamente virando boas bolas e o ponteiro Tavares - vencedor do troféu Viva/Vôlei da partida - o Vôlei Brasil Kirin fechou o último set por 25-23 e liquidou a partida em 3 sets a 1 (25-19/17-25/25-22/25-23). 
Vôlei Brasil Kirin: Sandro, João Paulo Bravo, Ary, Gustavão, Luizinho, Wallace e Alan (líbero).
Entraram: Michael, Jotinha, João Paulo Tavares e Vini
Técnico: Alexandre Stanzioni
Voleisul/Paquetá Esportes: Rafinha, Satiro, Robinho, Hugo, Japa, Leandrão e Rafa (líbero).
Entraram: Maurício, Renan e Rafael Franco
Técnico: Paulo Roese

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Brasil Kirin estreia hoje na Superliga

Após o vice-campeonato paulista, o Vôlei Brasil Kirin estreará na Superliga Masculina contra o Voleisul/Paquetá Esportes, hoje, às 19h, na Sociedade Ginástica, em Novo Hamburgo (RS). Além da expectativa para o duelo, a volta de André Heller para a cidade que o revelou para o vôlei é um dos destaques da partida.
"É muito emocionante voltar para onde tudo começou. A sensação é de puro agradecimento a essa cidade, minha família, ao clube onde iniciei, aos meus amigos e técnicos. Espero rever muitos deles nessa passagem", disse o coordenador técnico campineiro.
FORÇA MÁXIMA
Com o meio de rede Gustavão recuperado de lesão no tornozelo, o técnico Alexandre Stanzioni inicia a competição nacional com força máxima.
Hoje à tarde, a comissão técnica do Vôlei Brasil Kirin comandará um treino tático com os atletas.
|JORNAL TODO DIA -  ELIAS AREDES JUNIOR

Morte e Vida, Severa!

MAURÍCIO CAPELA
29 Outubro 2014 | 15:18

Portuguesa perdeu para o Oeste por 3 a 0 e caiu pela primeira vez na história à Série C do Campeonato Brasileiro.

Talvez poucos se recordem… Talvez até ninguém se lembre! Mas até o começo dos anos 90, o mascote da Associação Portuguesa de Desportos não era o simpático Leão. Era uma portuguesinha linda! Vestida à caráter, com as tradicionais saias rodadas, o avental bordado em lã e, claro, o lenço à cabeça. Seu nome? Severa! Uma alcunha que era até forte demais para essa portuguesinha, que sempre estava a sorrir…
O sorriso de Severa era sincero. Um sorriso que tinha justificativa para existir. Severa representava os “leões do Canindé” e sua “fabulosa torcida”, como assim definiu um famoso cronista esportivo.
Era uma época daquelas… Era uma época em que Muca, Nena e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci; Renato, Julinho, Nininho, Pinga e Simão faziam os adversários sentirem medo. Era um época em que o time de Severa cedia de uma vez só cinco, seis jogadores à Seleção Brasileira…
Hoje, Severa não sorri mais! Foi aposentada! Deu lugar ao Leão, que é simpático, é verdade, mas não é a Severa…
Na Portuguesa, naquele tempo, diziam que era hora de mudar, de pensar o clube sob um novo prisma. Muito porque a agremiação já havia sentido a primeira pontada da crise no início dos anos 90 e pretendia se reconstruir.
Naquele tempo, a Lusa olhou para as categorias de base e descobriu, talvez por acaso, talvez não, um Zé Maria na lateral-direita, um Zé Roberto no lado esquerdo e um Rodrigo mais à frente. E todos tinham que bater continência ao capitão do time, sim, o Capitão, que era “caveira muito tempo antes de surgir o tal Nascimento”!
Dinheiro naquele tempo também já era artigo raro no Canindé. Não sobrava! Mas sobrava inteligência na hora de enxergar e perceber que o XV de Jaú tinha um zagueiro bom chamado Émerson e que o jovem César da categoria de base poderia suceder Gilmar, que voltava ao São Paulo.
Era um clube que se identificava com os seus. Era um clube que tinha alma. Hoje, a Portuguesa vaga!
Vaga porque a história de 2013 é uma ferida aberta. Todos sabem que ela escalou um jogador irregular, que foi punida corretamente pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que correu atrás de seus direitos na Justiça Comum, que recuou, mas ninguém sabe quem foi o autor da obra. Afinal, quem foi o responsável no caso Héverton?
A alma rubro-verde não se envergonhará de ir a campo na Série C no ano que vem. Mas sente todo dia um enorme embaraço quando toma-lhe a consciência de que em dez meses despencou da Série A para C, com escala na B!
Severa, que sempre descansa em alguma das famosas piscinas do Canindé, que tanta gente atraiu nos anos 70, já não sorri mais. Limita-se a levantar os olhos por cima do livro que lê e a franzir a testa…
No Canindé, ninguém sabe dizer ao certo se Severa franze a testa por conta da Portuguesa ou por conta da leitura que tem entre as mãos: “Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo Neto.
Talvez pelos dois, porque a saga rubro-verde na Série C se assemelhará à narrativa da dura trajetória do migrante nordestino em busca de melhor condição de vida no litoral. Severa, dizem, espera que na Série C a Portuguesa chegue ao litoral… E na praia não mais morra!

REPRODUZIDO DO BLOG DO AUTOR, JORNALISTA MAURICIO CAPELA.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Vôlei Brasil Kirin perde para o Cruzeiro e está eliminado da Copa Brasil

Na noite em que tudo deu certo para o Sada/Cruzeiro e quase nada se viu de positivo pelos lados do Vôlei Brasil Kirin, os mineiros levaram a melhor e venceram a semifinal da Copa Brasil por 3 sets a 0 (parciais de 21/18, 21/15 e 21/16), nesta quinta-feira (23), no Ginásio Chico Neto, em Maringá. O resultado, considerado atípico pelo experiente André Heller, tirou a chance dos campineiros de jogarem a final.

O campeão, que sairá do jogo de sábado (25), às 10h, no mesmo local, terá vaga no Sul-Americano, marcado para Belo Horizonte, no mês que vem. O Vivo/Minas é o primeiro brasileiro garantido por ser time-sede da disputa.

O jogo começou com o Cruzeiro mostrando um saque eficiente. Com lances certeiros, principalmente do cubano Leal, o time de Belo Horizontre fechou o primeiro set em 21 a 18. No segundo, o Campinas errou demais e acabou perdendo até com certa facilidade por 21 a 15. No terceiro, os jogadores do Brasil Kirin tentaram esboçar uma reação, mas logo perceberam que a noite não era boa. Final: 21 a 16 e festa do time azul.

André Heller saiu da quadra contrariado. "A gente não esperava um resultado como este. Não é normal, porque já os vencemos no primeiro turno da Superliga. Como profissionais, não podemos aceitar um resultado assim", disse. Principal destaque do jogo, o cubano Yoandy Leal era só felicidade. "Estou treinando bastante este fundamento (saque) e deu tudo certo. Foi um jogo muito bom para nossa equipe", analisou.

Fora da Copa Brasil, o time campineiro agora volta suas atenções para a Superliga, em que ocupa a terceira posição. O próximo jogo está marcado para o dia 1º de fevereiro, às 21h30, no ginásio do Taquaral, diante do Sesi, atual líder da competição.


Gustavão (nº 8) e Rivaldo tentam bloquear o ataque de Walace no lance: tudo deu errado para o Vôlei Brasil Kirin